Sala Principal #4: Coliseu dos Recreios – A sala nobre de Lisboa



Coliseu dos Recreios – A sala nobre de Lisboa

Podemos chamar-lhe a mais bela sala de Lisboa? Não estamos sós. Os artistas internacionais reagem com deslumbramento à imponência arquitectónica. Para os artistas locais pisar as tábuas do palco é um sonho, não só pela importância, mas também e sobretudo pelo fascínio visual e cénico. É muito difícil não ficar deslumbrado com o Coliseu dos Recreios. A nitidez do som e o conforto da plateia e camarotes só ajudam a reforçar esta opinião.

No final do Séc. XIX, após o encerramento de diversas casas lisboetas, a construção de um espaço com estas características tornou-se urgente. Sala polivalente, suporte das mais variadas expressões de cultura popular, sobretudo a música, foi inaugurada a 14 de Agosto de 1890, com a opereta Boccaccio, de Franz von Suppé, interpretada pela companhia Caracciolo, quando ainda não estavam terminados todos os trabalhos da sua construção. O Coliseu dos Recreios é estruturado sobre a justaposição de dois edifícios: o da entrada do público e o da sala de espectáculos. A primeira parte do conjunto, que dá para a Rua de Santo Antão, está geminada com a sede da Sociedade de Geografia de Lisboa.

O Coliseu dos Recreios foi inovador na introdução da arquitectura do ferro, ainda incipiente em Portugal no final do Séc. XIX, através da imponente cúpula em ferro com 25 metros de raio, diâmetro de 48,68 metros e o peso de 100 toneladas. O projecto da fachada é do arquitecto Cesare Ianz.

Depois de ter sofrido obras de remodelação entre 1992 e 1994, o Coliseu dos Recreios foi reaberto a 26 de fevereiro de 1994 com um concerto que assinalou o início do programa da Lisboa  94. Tem uma lotação de 2846 lugares em disposição de plateia sentada, ou 5672 com plateia em pé.

A programação é, quando não diária, semanal e multidisciplinar. Por exemplo, este fim de semana o Coliseu dos Recreios joga como ponta-de-lança do Super Bock em Stock, funcionando como a sala anfitriã de alguns dos nomes mais sonantes, quer pela lotação, quer pelas possibilidades técnicas.

Até ao final do ano, há propostas tão variadas quanto A Bela Adormecida (27 de novembro), Circo de Natal (6 a 25 de dezembro), The Cinematic Orchestra (13 de dezembro), Diogo por Luís Franco Bastos (16 de dezembro), Tiago Bettencourt com Orquestra Clássica do Centro (22 de dezembro), e dose dupla a 28 de dezembro com a Hollywood Symphony Orchestra (17h30) e o Queen Tribute (21h30).

No próximo ano, destacam-se espectáculos como O Quebra Nozes (14 de janeiro), Carmina Burana (18 de janeiro), os vinte anos de Valete (3 de fevereiro), o também rapper T-Rex (4 de fevereiro), os dEUS (2 de abril) e o humorista Guilherme Duarte (2 de junho).

 

Toda a série “Sala Principal” em baixo:

Sala Principal #1 : Coliseu do Porto

Sala Principal #2: Capitólio – Uma sala a dois tempos

Sala Principal #3: Aula Magna – A reitoria do palco

 

 

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