De pai para filho

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De pai para filho

O apelido é um facilitador ou um peso? Depende muito, mas quando se fala de pais consagrados e filhos artistas, a comparação é inevitável. Os filhos nem sempre se emancipam do gene, a não ser quando se distanciam artisticamente dos progenitores.

Recordamos alguns dos pais e filhos mais famosos da história:

 

John Lennon/Julian e Sean Lennon

 

Sean Lennon começou a fazer música para preencher o vazio da morte do pai. Julian tem uma relação de amor/ódio com a herança dos Beatles. O fantasma de John Lennon paira na música de ambos. Sean ainda viveu um período fértil na vanguarda pop novaiorquina de final dos anos 90 mas desde 2006 que não edita um álbum. Julian esteve em risco de vida, devido a um cancro, no final do ano passado, mas já estava retirado.

 

Bob Dylan e Jakob Dylan

 

O típico caso do filho que vive na sombra do pai. Jakob Dylan e os seus Wallflowers conheceram o momento one hit wonder com o single One Headlight, de 1996. Nos últimos vinte anos, a existência da banda é intermitente. Jakob esse continuou a ser o filho de Bob Dylan .

 

Bob Marley, Damian Marley, Ziggy Marley, Stephen Marley, Julian Marley e Ky-Mani Marley

 

Está nos sangue. Todos os filhos de Bob Marley fazem música, mas o pai é e será sempre o ícone definitivo do reggae e o símbolo maior da Jamaica. Porém, créditos a Damian Marley que em 2006 assinou o clássico Welcome To Jamrock – mistura final de herança cultural, dancehall e hip-hop modernista, com convidados como Nas com quem haveria de dividir Distant Relatives em 2010.

 

Will Smith e Jaden Smith

 

Antes de ser actor, Will Smith já era rapper. Quem se lembra do Príncipe de Bel-Air? Smith fundiu os dois ofícios na personagem em que se ficcionava a si mesmo. Nos anos 90, Smith dividiu os papéis. De então para cá, o cinema venceu, mas a música deixou rasto nos filhos: o rapper Jaden Smith e na artista pop milenar Willow Smith. Em 2025, chegará o primeiro álbum de Will Smith em vinte anos e se ainda não viram o vídeo viral de Anxiety com Doechii, não percam mais tempo.

 

Caetano Veloso, Moreno Veloso, Zeca Veloso e Tom Veloso

 

Caetano é o patriarca da família, mas Moreno, Zeca e Tom têm vida própria, sobretudo como produtores, músicos e compositores. De todos, o mais velho dos irmãos Moreno é quem tem o trabalho de autor mais extenso, mas enquanto o pai é um baiano do mundo inteiro, os filhos trabalham muito com terceiros, ao vivo e em estúdio.

 

Paulo de Carvalho e Agir

 

Bernardo Carvalho não usa o apelido. Nem a identidade musical é sequer parecida, apesar de ter produzido o álbum Duetos para o pai, com vozes como as de Camané, Carlos do Carmo, Marisa Liz, Raquel Tavares ou Matias Damásio. Quando Agir nasceu, Paulo de Carvalho já tinha passado a casa dos 40. A distância etária e as diferenças musicais ajudam a que Agir não seja conhecido apenas por ser filho de quem é.

 

Tony Carreira, David Carreira, Mickael Carreira e Sara Carreira

 

Tony Carreira é o artista português que mais vendeu neste século, mas isso não impediu os irmãos David e Mickael de afirmarem como personagens pop de impacto televisivo, com números e impacto popular. A irmã Sara seguia o mesmo caminho mas morreu num acidente no final de 2020.

 

Jorge Palma e Vicente Palma

 

Quem ouça Vicente Palma não distingue as vozes. Também por isso, é desde há anos, membro da banda do pai Jorge. Em 2012, editou o álbum solo Parto, em que a descendência era evidente, mas a solidão ficou para trás. A novidade em 2025: Jorge, Vicente e o irmão mais novo Francisco vão estrear um espectáculo juntos. 3 Palmas na Mão dá-se a conhecer ao público em Abril.

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