Reabrem-se as portas do D. Maria II
Encerrado para obras a partir de janeiro de 2023, as portas do Teatro D. Maria II reabriram-se após uma intervenção profunda de Francisco Pólvora, com uma equipa de vinte especialistas. Além da limpeza e recuperação das fachadas do edifício, reformulou-se a zona do átrio, facilitando a entrada no edifício e a circulação nesta área e tornando-a mais acessível e confortável.
“Quisemos, com esta intervenção, criar, recuperar e valorizar os valores patrimoniais existentes – estamos a intervir num edifício que é monumento nacional. E, por outro lado, dar uma nova unidade ao edifício”, explicou o arquitecto à RTP.
Durante esse hiato, o Teatro foi ao encontro do público. Viajou pelo país em “Odisseia Nacional”. De volta a casa e prestes a comemorar 180 anos de história, reabre portas ao público com uma nova encenação de Macbeth. A peça de Shakespeare que estava em cena em 1964, quando deflagrou um incêndio que destruiu o teatro, fez nascer o mito de uma maldição sobre o teatro.
“Entre cinzas e novos alicerces, Macbeth transforma o palco num campo de batalha onde o passado e o futuro se confrontam, fazendo da reabertura do D. Maria II um verdadeiro ato de exorcismo e celebração”, remata a sinopse. A adaptação de Pedro Penim tem como protagonistas Bárbara Branco, José Raposo, João Grosso, Vitor Silva Costa e Hugo Van Der Ding. A peça pode ser vista até 31 de outubro.
Em cena até final do mês está também Sumário: Auto da Barca do Inferno, de Raquel Castro, a partir do texto de Gil Vicente. esta série tem como ponto de partida os textos dramáticos do programa da disciplina de Português, e cruza a história do teatro como as relações tecidas pelo ensino entre professores e alunos.
A exposição 180 Anos do Teatro Nacional D. Maria II, com curadoria de Paula Gomes Magalhães, propõe um olhar histórico e actual.
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