Um desejo chamado eléctrico



Um desejo chamado eléctrico

 

Ou um eléctrico chamado desejo. O EDP Cool Jazz regressa este fim de semana e vai até ao final do mês. A abertura faz-se com um dos principais protagonistas do festival: John Legend regressa a Portugal para ser o romântico de All of Me, mas também o soul man clássico de Save Room ou o observador preocupado com os anos do Trumpismo do mais recente álbum Bigger Love. No começo da noite, o trio de Gileno Santana presta tributo a Miles Davis, seguindo-se o cantor de r&b doce Murta.

 

No dia 10 de julho, os concertos voltam ao Hipódromo Manuel Possolo com o veteraníssimo crooner Paul Anka, antecedido pela cantora Mimi Froes e pelo escritor de cançōes Aníbal Zola. Nova pausa para o EDP Cool Jazz se ligar definitivamente à corrente com cinco concertos em nove dias.

 

Yann Tiersen, o compositor ainda hoje referenciado pela banda sonora de O Fabuloso Destino de Amélie, apesar da extensa carreira desde a década de 80 quando se movia no desconforto do pós-punk, é o nome grande de dia 21. Antes dele, Quinquis, ou seja Émilie Tierson, e Mateus Santana. Na noite de 23 de julho, uma noite inteiramente portuguesa com Miguel Araújo, o convidado Rui Veloso, o contemporâneo de ambos Tiago Nacarato, e o músico de jazz Diogo Alexandre.

 

E entramos na recta final…sem pressa. Diana Krall, a rainha do jazz confortável, é garantia de enchente no dia 27. Antes dela, os Miramar, dupla instrumental formada pelos guitarristas Peixe (Ornatos Violeta e Pluto) e Frankie Chavez, e o pianista Hugo Lobo.

 

A noite de 28 de julho é a mais vanguardista de todo o cartaz com dupla representação do novo jazz inglês. Por um lado, Jordan Rakei, herdeiro da soul existencialista, com mel na voz. Por outro, os climas sombrios de Moses Boyd, baterista-arquitecto do sombrio Dark Matter, um álbum de domínio próximo do trip-hop. O guitarrista João Espadinha abre a noite dos melómanos no festival

 

O último apaga a luz…em festa. Jorge Ben Jor vem de um país tropical para fazer a festa em Cascais. Aos 83 anos, o Jorge da Capadócia ainda não se cansou e continua a ter África, funk e  humor para dar à multidão. A trompetista Jéssica Pina e o Francisco Gomes Trio abrem a noite.

 

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