Calma, que a estação ainda vai a meio



Calma, que a estação ainda vai a meio

 

Como se disse no artigo anterior do blogue da See Tickets, alguns dos maiores festivais ficaram para trás. Rock in Rio, NOS Primavera Sound, NOS Alive, Super Bock Super Rock, FMM Sines ou Boom já não passam de uma memória em 2022. E que memórias deixaram! Mas chegados sensivelmente a meio do verão, o calendário próximo é tudo menos despido. Portanto, há que transferir as fotos para o Google e guardar espaço no telefone porque vêm aí mais.

Já começou o MEO Sudoeste, na Zambujeira do Mar, um dos mais antigos do panorama. Há 25 anos, o Sudoeste nascia e era acontecimento nacional devido a um cartaz com Blur, Suede, dEUS, Sérgio Godinho ou Da Weasel, e principalmente Marilyn “Anti-Cristo” Manson, hoje cancelado mas então um dos mais influentes reverendos do rock, graças aos mitos sobre sacrifícios com galinhas em palco ou outros, menos ortodoxos, sobre morder o próprio pénis. Ninguém morreu e o festival cresceu em todas as dimensōes: no recinto, no campismo e até a relva. Há quem critique a regeneração juvenil, mas essa foi a forma encontrada pelo Sudoeste de diferenciar, quando o panorama de festivais de rock se tornava mais competitivo. E ainda hoje cá está com previsões na ordem dos 25 mil espectadores por noite.

As próximas semanas não são amigas do descanso. Em Cem Soldos, o Bons Sons convida a viver a aldeia com concertos de B Fachada, Lena D’Água, A Garota Não, David Bruno, Rui Reininho, André Henriques, Rita Vian, Pluto, Acácia Maior e Marta Ren, entre vários outros da nova música portuguesa que por ali se encontram de 12 a 15 de agosto. Um dia mais cedo, arranca o Sol da Caparica que mantém a aposta na lusofonia e em diversos nomes familiares do público, de Richie Campbell a Carlão, aos Calema, Clã, Julinho KSD, Wet Bed Gang, Diogo Piçarra, Virgul, Branko, Fernando Daniel, Profjam, Sam The Kid e Orelha Negra, Bispo, Nelson Freitas, António Zambujo, e outros.

Nos Açores, o Festival das Marés leva Chico da Tina, 9Miller, Vado Más Ki Ás e Diego Miranda a Mosteiros, em Ponta Delgada, de 11 a 13 de agosto, enquanto de 9 a 11, o Festival A Estrada acontece entre a aldeia de São Francisco da Serra e a praia da Costa de Santo André, ao longo da Estrada Municipal 544. De 10 a 13 de agosto, ninguém dorme em Viana do Castelo durante o Neopop.

Segue-se Paredes de Coura, de 16 a 20 de agosto, com Pixies, Beach House, The Blaze, King Gizzard & The Lizard Wizard, IDLES, Slowthai e Arlo Parks, além de um extenso contingente nacional. Por falar em circuitos alternativos e música habitante da marginalidade, sem receio de ser invisível nem de sair da toca, Leiria recebe o Extramuralhas. O regresso faz-se entre o castelo da cidade e o Teatro José Lúcio da Silva, de 25 a 27 de agosto.

Nas mesmas datas, Vilar de Mouros celebra a história. A própria e a do rock. Este ano com Placebo, Iggy Pop, Bauhaus, Suede, Wolfmother, Gary Numan, The Legendary Tigerman, Battles e Tara Perdida, restando saber quem irá substituir os Limp Bizkit, que recentemente anunciaram o cancelamento.

Depois da estreia do Sónar em Portugal, a grande novidade no mapa de festivais é a ambiciosa estreia do MEO Kalorama, logo nos três primeiros dias de agosto. Estão confirmados The Chemical Brothers, Kraftwerk, Nick Cave & The Bad Seeds, Disclosure, James Blake, Arctic Monkeys, Bonobo, Jessie Ware, Roisin Murphy, Ornatos Violeta, Moderat, Rodrigo Leão, D’Alva, Fred, Bruno Pernadas e Xinobi, entre vários outros. O recinto também é uma meia-novidade já que, há mais de dez anos que o Parque da Bela Vista, é exclusivo do Rock In Rio. Em setembro, a exclusividade chega ao fim.

Ainda nos três primeiros dias de setembro, o Festival F leva a Faro uma selecção de música portuguesa familiar ao grande público. Até ao fim da estação, ainda há tempo e espaço para o primeiro Jardim Sonoro (antigo Lisb’On) em Monsanto, de 9 a 11 de setembro.

Calma, que a estação ainda vai a meio.

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