Andar a MIL



Andar a MIL

 

Já sabes todos os segredos do MIL? Não? Ainda bem. O mistério é o rastilho da curiosidade e se há festival lisboeta que gosta de partir do zero é o MIL. Trata-se também de uma convenção com diversas conferências a acompanhar um cartaz musical diversificado e inclusivo, com uma equidade de género rara, assim como uma aposta declarada na produção nacional, ou não se tratasse de uma mostra não só ao público mas também a agentes locais internacionais. Tanta música para descobrir mas não sabes por onde começar? Nós ajudamos.

 

29 de setembro

Prétu (B.Leza, 19h45)

Para muitos, Chullage ainda é uma referência da história do rap português, mas Nuno Santos já deu um passo em frente e agora como Prétu, repesca as preocupaçōes sociais e a urgência verbal, mas envolve-o em formas relacionadas com o pan-africanismo, cada vez mais expansivas da arquitectura do rap.

 

Evaya (Roterdão, 20h30)

Evaya, ou Beatriz Bronze, pratica uma forma de pop invertida, deambulante entre o familiar, o aventureiro e a despreocupação das formas convencionais da canção. É canto de sereia que chama para o inferno.

 

Filipe Sambado (ETIC, 23h15)

O fim é um recomeço. Filipe Sambado conclui o ciclo de Revezo, álbum de aceitação da identidade portuguesa e das suas tradiçōes rítmicas e melódicas, com uma visão identitária que passa não apenas pela plasticidade sonora, mas também pela imagem. Vem aí um novo álbum e há novidades para destapar.

 

30 de setembro

João Não (Roterdão, 21h45)

Gondomarense em afirmação, João Não é um tímido protagonista de uma nova portugalidade, cruzando a alma do fado, a produção do hip-hop, a emoção do r&b, e até algum emo quando está acompanhado por Lil’Noon.

 

Hinako Omori (ETIC, 22h00)

Especialista em sintetizadores, a japonesa Hinako Omori mudou-se para Londres e integrou-se no meio, acompanhando Georgia, Kate Tempest, KT Tunstall, James Bay, Jaakko Eino Kalevi e Ellie Goulding, entre outros. O que a traz ao MIL é, no entanto, o viajante entre o chão e a lua Auraelia, feito de captaçōes de campo, sintetizadores espaciais e camadas de sons ambiente.

 

Trypas Corassāo (Lounge, 23h45)

As Trypas Corassão são Cigarra e Tita Maravilha, dupla que há pouco tempo se estreou em álbum com o delirante Beleza como Vingança, feito de requinte digital, um discurso sem um pingo de vergonha, paródias ao mundo da moda e aos bastidores da burguesia. Juntam-lhe performance, suor e fantasia.

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