O que distingue os festivais portugueses?

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O que distingue os festivais portugueses?

 

Façamos um exercício: o que pode levar um dinamarquês ou um belga a viajar para Portugal para assistir a um festival? No espaço comum europeu, há festivais internacionais, reconhecidos e específicos de cada região, como o Roskilde (Dinamarca) e o Tomorrowland (Bélgica). Todos os países são de festivais mas há uns mais que outros, pelo clima, hospitalidade e cartaz, claro, mas sabendo que alguns dos nomes mais cativantes circulam por toda a Europa, a música não pode ser o único factor, mesmo quando é o mais importante.

 

Geografia

 

Festivais como Paredes de Coura e Primavera Sound são indissociáveis da relação com a natureza verde. Já o Somni, o Sumol Summer Fest ou o Afronation são tipicamente de praia. O Tradidanças relaciona-se com a floresta e o Bons Sons com a aldeia. O MEO Monte Verde e o Eco Festival Azores Burning Summer convidam a conhecer um paraíso chamado Açores.

 

Dimensão

 

Mesmo os maiores festivais como o Rock In Rio ou o NOS Alive são mais pequenos que os grandes gigantes como Glastonbury, Coachella e o Tomorrowland.

 

Clima

 

A catástrofe climática é universal e apesar das vagas de calor cada vez mais frequentes no verão, o clima temperado marítimo português é mais constante e aprazível que as chuvas intempestivas do Reino Unido ou dos países do norte.

 

Diversidade musical

 

Além dos festivais generalista, há uma grande diversidade de propostas de nicho, da electrónica, ao metal, do jazz, às músicas do mundo, do Brasil a África e até ao fado. A música portuguesa está a crescer nos festivais locais.

 

Bilhetes para todos os festivais em Portugal aqui.

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